Caros Colegas, fico impressionado com a velocidade e falta de critérios em que estão se criando novos cursos de Veterinária.
Todo dia é criada uma nova faculdade, muitas vezes, sem a menor estrutura, sem pessoal qualificado e com intenções meramente financeiras ou políticas, o que acarreta um problema sem medidas para a profissão, pois um profissional mal formado, sem conhecimento suficiente, sem base, muitas vezes de enfrentar uma seleção de vestibular ou outra que se equivaila, por se ter vagas sobrando, estão cursando Medicina Veterinária, pois tem condição essencial para isso, a financeira.
Em outros países do mundo a quantidade de cursos e vagas é muito controlado e estudado, só se oferecendo a quantidade que o mercado pode absorver, só se estabelece quem tem qualidade para isso, não quem tem dinheiro ou prestigio político.
No ano de 1996, participei de um Seminário Nacional de Ensino da MV, onde se destacou a preocupação com o aumento das escolas, que eram 68, no ano seguinte, em outro destes seminários, já eram 86 escolas, em um ano quase 20 escolas foram autorizadas a funcionar e hoje temos mais de 130 escolas reconhecidas pelo conselho, fora as que têm pedido de autorização e as que estão funcionando sem o reconhecimento.
Temos de tomar um posicionamento sobre isso, não podemos deixar que nossa profissão seja tratada com tanto descaso, o inchamento da classe com qualidade já é uma coisa que não tem muita vantagem, imagine do jeito que esta acontecendo, com colegas sendo formados de qualquer jeito, o que importa e se o faturamento ta bom, sem ele ta pagando em dia as mensalidades, pois a pressão para a não reprovação em algumas BODEGAS destas e enorme, se o professor se toma posicionamento contra a incapacidade de alguns e reprova alunos, é chamado atenção ou demitido.
Se quisermos que nossa profissão seja valorizada temos de exigir um maior rigor na abertura e manutenção das escolas de veterinária, que se garanta de forma real, não só de fachada, a qualidade do ensino, pesquisa e extensão, que os processos de autorização, reconhecimento e fiscalização de todas as unidades de ensino seja feito com toda a cautela e atenção necessária, para que não se formem escolas que na avaliação e reconhecimento do curso, alugam livros e laboratórios e que depois só se lembram disso na próxima visita do MEC.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
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